Após Cid delatar reunião golpista de Bolsonaro e militares, Múcio convoca comandantes das Forças Armadas
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Conversa foi marcada após o tenente-coronel Mauro Cid revelar ter testemunhado uma reunião na qual Bolsonaro e militares discutiram a possibilidade de um golpe
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247 - O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, convocou uma reunião com os comandantes militares nesta quinta-feira (21) para abordar as revelações feitas pelo tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), que afirmou em sua delação premiada à Polícia Federal (PF) que militares da alta cúpula participaram de reuniões com Bolsonaro para discutir um possível golpe de Estado para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação da reunião de Múcio e comandantes foi revelada pela jornalista e comentarista da GloboNews Míriam Leitão, de acordo com o G1. Mais cedo, ao ser procurado por Daniela Lima, do G1, Múcio afirmou que não possuía informações concretas a respeito do assunto, expressou sua preocupação com vazamentos de informações não verificadas e declarou: "tudo o que sei, sei pela imprensa. Não recebemos nenhuma informação oficial do Supremo ou outro órgão. A única certeza que tenho é a de que as Forças Armadas não quiseram um golpe. Graças a isso estamos aqui". 'A única certeza que tenho é que as Forças Armadas não quiseram um golpe', diz Múcio após revelação de CidA reunião foi marcada após os jornalistas Bela Megale, do jornal O Globo, e Aguirre Talento, do UOL, revelarem que Cid relatou à PF que testemunhou uma reunião na qual Bolsonaro e militares discutiram a possibilidade de um golpe Mauro Cid entrega Bolsonaro e diz que ele consultou militares sobre golpeAinda segundo o relato de Cid, o rascunho do decreto com a proposta golpista propondo a convocação de novas eleições, bem como a prisão de adversários políticos, foi apresentado a Bolsonaro por seu então assessor Filipe Martins. Na ocasião, o então comandante da Marinha, almirante Almir Garnier Santos, teria demonstrado apoio à ideia, mas o Comando do Exército e o Alto Comando das Forças Armadas teriam se distanciado da possibilidade.