Membros da CPMI do golpe de 8 de janeiro vão a Minas apresentar relatório na Assembleia
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Deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) é uma das solicitantes da audiência pública
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Por Denise Assis (247) - O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que apurou os atos golpistas de 8 de janeiro e todo o engendramento para se chegar a ele, será apresentado em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia de Minas, nesta sexta-feira, 10 de novembro. Desde a sua divulgação, em 17 de outubro, o trabalho de conclusão das investigações já foi entregue pelos membros integrantes à PGR, PF, ao STF, ao TCU e à AGU, enfim, às instituições às quais interessam as apurações. Embora não haja um plano estabelecido nesse sentido, a ideia é fazer com que ele seja apresentado no maior número de Assembleias possível, país afora.Antes da explanação na audiência pública, os integrantes participam de uma coletiva de imprensa na sede da própria assembleia, às 14h, na Sala de Imprensa Wander Moreira, localizada no térreo do Palácio da Inconfidência. Estarão disponíveis: o deputado federal por Minas Gerais Rogério Correia (PT), a senadora Eliziane Gama (PSD/MA), também relatora da CPMI que investigou os atentados no Congresso Nacional em 8 de janeiro de 2023; o senador e líder de Governo Randolfe Rodrigues (sem partido/AP); a deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) e a deputada estadual Leninha (PT), além de outras(os) parlamentares por Minas Gerais.Logo após eles apresentam o relatório final da CPMI. A deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) é uma das solicitantes da audiência pública.Composta por deputados federais e senadores, a CPMI investigou os ataques antidemocráticos realizados em Brasília no dia 8 de janeiro deste ano contra o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o próprio Congresso Nacional.O parecer final do relatório da CPMI recomenda o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais 60 pessoas envolvidas na tentativa de golpe, entre eles, ex-ministros da gestão presidencial anterior.Desde a sua divulgação, o relatório já provocou desdobramentos. Por exemplo, foi incorporado pelo ministro Alexandre de Moraes, ao inquérito/mãe, da fake news - que é de onde se desmembra toda a questão golpista -, e prometeu tomar providências. Além disso, a PGR já encaminhou o caso para o subprocurador-geral Carlos Frederico Santos, autor da denúncia da PGR que resultou na prisão da alta cúpula da PM-DF. Depois da entrega, que foi feita na segunda quinzena do mês de outubro, essas autoridades terão um pouco mais de um mês para se manifestar, pelo prazo regimental. Por enquanto, as peças e documentação estão sendo analisadas. Os membros estão esperançosos de que haverá resultado e consequências para os 61 apontados no relatório.