Luiz do Carmo se coloca como opção para compor chapa com Daniel Vilela em Goiás
Em entrevista ao Jornal Opção, o ex-senador Luiz do Carmo (Podemos) afirmou que, caso venha a ter o nome confirmado para a disputa de vice-governador, poderá representar tanto o segmento evangélico quanto setores do empresariado, do agro e da indústria em Goiás.
Segundo ele, essa pluralidade ajuda a compor politicamente uma eventual chapa ao Executivo estadual. Luiz do Carmo destacou sua ligação antiga com o meio evangélico, ressaltando que a fé antecede sua trajetória política.
“Para ser crente naquela época, em 1970, quando existiam poucos evangélicos, não era fácil. Eu passei em 1968. Só que eu não tinha o dom de ser pastor, ele tem o dom de ser pastor”, afirmou, ao mencionar o irmão, bispo da igreja, Oídes do Carmo. “Mesmo assim, eu defendo essa bandeira, defendo realmente.”
O ex-senador ressaltou que não se vê apenas como representante de um único segmento. “É lógico que eu serei um representante desse segmento, mas também dos empresários, dos quais eu faço parte. Vou representar o agro e a indústria, setores aos quais pertenço”, disse.
Ele acrescentou que essa composição deixa claro seu perfil. “Isso deixa bem claro que eu não sou pastor. Meu irmão é bispo, muito respeitado. Tenho outro irmão que é prefeito.” Na avaliação de Luiz do Carmo, o crescimento do eleitorado evangélico tornou o grupo politicamente relevante no estado, embora ele evite se colocar como porta-voz exclusivo.
“Não posso dizer que sou o representante de todo o segmento. Qualquer segmento pode indicar representantes”, ponderou. Ainda assim, ressaltou o potencial de mobilização. “Quem reúne essa massa de gente? O Evangelho. Só ele.”
O ex-senador fez questão de diferenciar fé e atividade política, defendendo limites claros. “Sou contra usar a igreja como palanque. Não é para tratar disso dentro da igreja. Mas nós somos eleitores, nós somos cidadãos”, afirmou.
Ele lembrou ainda sua trajetória religiosa. “Tenho o maior prazer em dizer que sou do segmento evangélico, mesmo não sendo pastor. Não entrei ontem. Quando eu passei para a Assembleia de Deus, tinha que usar chapéu, não podia ver televisão e não podia beber Coca-Cola.”
Ao comentar os bastidores da sucessão estadual, Luiz do Carmo disse que a definição caberá à liderança do governador Ronaldo Caiado. “No momento certo, o Caiado, que é o homem que realmente vai lidar com essa decisão, é quem conduzirá esse processo”, afirmou.
“Hoje, o Caiado tem mais de 80% de aprovação e é um líder natural. O Caiado, juntamente com o Daniel e com os partidos, é quem vai escolher o melhor nome.” Questionado sobre o peso eleitoral dos evangélicos que, segundo dados do IBGE, já representam mais de 30% da população goiana, Luiz do Carmo avaliou que o segmento pode influenciar o resultado das urnas, embora não de forma automática.
“Quero deixar bem claro que eu não me tornei evangélico para ser político. Depois de muitos anos como evangélico é que me tornei deputado estadual”, afirmou. “É uma força muito grande, é muita gente. Lógico que não vai votar todo mundo, mas pode, sim, impactar uma eleição.”
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