Mulher de 41 anos denunciou nas redes sociais que contraiu uma bactéria após realizar um procedimento estético com aplicação de ácido hialurônico em uma clínica de Campo Grande. O caso ocorreu entre setembro e outubro de 2025, mas a reclamação foi publicada nesta semana nas redes sociais. Na denúncia, a qual o Campo Grande News teve acesso, a cliente relata que o primeiro procedimento foi realizado no dia 23 de setembro, seguido por uma segunda sessão em 17 de outubro. Segundo ela, durante o atendimento não foram apresentadas seringas lacradas nem as ampolas dos produtos que seriam aplicados em seu rosto. Ainda conforme o relato, no dia seguinte à segunda sessão, a mulher percebeu o surgimento de uma bolha de grandes proporções no centro da testa, exatamente no local onde o ácido havia sido aplicado. Ao procurar a clínica, a cliente afirma que foi orientada pela recepcionista de que a reação seria normal e que deveria manter o uso da medicação prescrita. Dois dias depois, com o agravamento do inchaço, ela voltou a entrar em contato e teve uma consulta presencial agendada. Segundo a denúncia, a recepcionista informou que seria feito um procedimento a laser, mas que a profissional responsável pelas aplicações anteriores estava no consultório e não poderia atendê-la naquele momento para avaliar o edema. Após o laser, a cliente recebeu nova prescrição de medicamentos. No entanto, de acordo com a mulher, o quadro clínico piorou. A bolha ficou avermelhada, acompanhada de dores em forma de fisgadas. Diante disso, ela entrou em contato direto com a profissional responsável pelo procedimento, que, segundo o relato, afirmou que a lesão não se tratava de rejeição ao produto e que a situação seria resolvida com o uso de compressas mornas, até que o material “se acomodasse”. De acordo com a ação que tramita na Vara Cível, a paciente afirma que o quadro evoluiu para uma infecção bacteriana, o que a levou a buscar atendimento hospitalar. Conforme consta no processo, ela precisou ser internada, passou por exames e recebeu medicação intravenosa após a confirmação de infecção por Pseudomonas aeruginosa. A ação aponta ainda que a paciente arcou com despesas médicas, ficou afastada do trabalho por cerca de 30 dias e sustenta ter ficado com sequelas estéticas, o que motivou o pedido de indenização por danos morais, materiais e estéticos. Outra cliente, de 40 anos, contou ao Campo Grande News que também realizou, em outubro do ano passado, um preenchimento no queixo com a mesma profissional. “De lá para cá, foi só dor de cabeça. Fiquei com hematomas que trato até hoje. Foi muito desesperador”, relatou. Ainda segundo ela, a profissional transmite muita confiança antes de realizar o procedimento, mas não apresenta o produto que será utilizado. “Nem sei o que ela aplica, porque a gente fica deitada durante o procedimento e acaba não vendo”, disse. De acordo com a cliente, no dia seguinte à aplicação ela passou a sentir dormência e perda de sensibilidade na região. Diante do quadro, procurou um dermatologista e realizou um exame de ultrassom para identificar o material que havia sido injetado no queixo. A mulher afirma que pagou R$ 5 mil pelo procedimento e que busca um acordo com a profissional para ser ressarcida. A Clínica Espinella informou, por meio da assessoria jurídica, que contesta as acusações e afirma que toda a assistência necessária foi prestada à paciente. “Diferente do que tem sido veiculado em redes sociais, é importante esclarecer que a profissional prestou toda a assistência necessária para a resolução do caso, conforme documentos comprobatórios em nosso poder”, disse. Ainda segundo a clínica, o caso está sob análise do Poder Judiciário, onde serão apresentadas as provas relacionadas ao atendimento prestado. "Em respeito ao sigilo profissional e à ética a dra. não fará exposições públicas sobre o prontuário da paciente", finalizou o texto. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .