Scott Adams, o criador de Dilbert, morre aos 68 anos
Scott Adams, cartunista norte-americano conhecido mundialmente por dar vida à tira cômica Dilbert, faleceu, nesta terça-feira, 13, aos 68 anos em decorrência de um câncer de próstata que havia se espalhado para os ossos. A confirmação veio de sua ex-esposa, Shelly Miles, durante uma transmissão ao vivo no X, no programa “Real Coffee with Scott Adams”, espaço em que o artista costumava discutir temas atuais.
Na ocasião, Shelly compartilhou uma carta escrita por Adams no início do ano, na qual ele já se mostrava preparado para a despedida. O quadrinista convivia com a doença há bastante tempo e, em 2025, tornou público seu diagnóstico após a revelação de que Joe Biden também havia sido acometido pelo mesmo tipo de câncer. Adams comentou na época: “Tenho o mesmo câncer que Joe Biden, mas luto contra ele há mais tempo. Espero partir em algum momento do verão.”
“Infelizmente, o grande influenciador Scott Adams faleceu. Ele era um homem extraordinário, que me apoiou quando isso não era popular. Enfrentou com coragem uma doença terrível. Meus sentimentos à família, amigos e ouvintes. Ele fará muita falta. Que Deus o abençoe, Scott!”, lamentou o presidente dos EUA, Donald Trump.
Lançada em 16 de abril de 1989, Dilbert satirizava com humor mordaz o cotidiano de um engenheiro de tecnologia e seus colegas de escritório, tornando-se um retrato crítico da cultura corporativa. O sucesso da tira levou à criação de uma série animada, exibida por duas temporadas e transmitida no Brasil pelo canal Fox Kids.
No último ano de vida, a doença avançou para os ossos, deixando Adams paraplégico e fragilizando sua saúde de forma contínua. Segundo Shelly, ele passou seus últimos dias recebendo cuidados paliativos.
Nos anos recentes, Adams aproximou-se de pautas conservadoras, manifestando apoio a Donald Trump e convidando personalidades da direita para participar de seu podcast. Também esteve envolvido em controvérsias ao questionar o Holocausto e criticar a vacinação contra a Covid-19. Em 2023, após declarações consideradas racistas, jornais como o Washington Post decidiram suspender a publicação de Dilbert.
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