Estudo revela quem tem mais chances de ficar solteiro por anos — e o resultado surpreende
Ficar solteiro é liberdade ou um caminho silencioso para a solidão? Um estudo internacional acaba de jogar luz sobre essa pergunta — e os dados chamam atenção.
Uma pesquisa conduzida pela Universidade de Zurique identificou quem tem maior probabilidade de permanecer solteiro por longos períodos e revelou que a solteirice prolongada pode afetar diretamente a satisfação com a vida e o bem-estar emocional.
O estudo foi publicado em 13 de janeiro na revista científica Journal of Personality and Social Psychology e analisou dados de mais de 17 mil jovens da Alemanha e do Reino Unido, acompanhados ao longo dos anos, todos sem experiência prévia em relacionamentos no início da pesquisa.
O perfil que mais fica solteiro, segundo a ciência
De acordo com os pesquisadores, a solteirice prolongada aparece com mais frequência entre:
- Homens
- Pessoas com maior nível de escolaridade
- Jovens com menor percepção de bem-estar
- Quem mora sozinho ou com os pais
Além disso, os dados indicam que quanto mais tempo a pessoa permanece solteira, maior tende a ser a insatisfação com a vida, especialmente no fim da faixa dos 20 anos.
Segundo Michael Krämer, um dos autores do estudo, fatores educacionais e psicológicos ajudam a prever quem inicia um relacionamento e quem permanece solteiro. O foco intenso nos estudos, por exemplo, aparece associado ao adiamento de vínculos afetivos mais duradouros.
Solteirice em alta — escolha ou consequência?
No Brasil, os números ajudam a explicar por que o tema ganhou destaque. Dados do IBGE mostram que, pela primeira vez, o número de solteiros ultrapassou o de casados: 81 milhões de solteiros contra 63 milhões de casados.
Especialistas apontam fatores como:
- Maior inserção das mulheres no mercado de trabalho
- Busca por independência financeira
- Menor pressão social para casar cedo
Ainda assim, o estudo indica que, embora a solteirice seja cada vez mais aceita socialmente, ela nem sempre vem sem custos emocionais, especialmente quando se estende por muitos anos.
O impacto do primeiro relacionamento
Outro dado que chama atenção: o primeiro relacionamento amoroso melhora significativamente o bem-estar. Jovens que iniciaram um namoro relataram:
- Menor sensação de solidão
- Maior satisfação com a vida, no curto e no longo prazo
Por outro lado, os pesquisadores não observaram mudanças relevantes nos sintomas de depressão, o que indica que os efeitos positivos não são universais.
Um alerta para quem chega aos 30 sozinho
A conclusão do estudo vai na contramão do discurso mais romântico sobre a solteirice prolongada. Segundo Krämer, quanto menor o bem-estar emocional, maior a chance de a pessoa continuar solteira, criando um ciclo difícil de romper — especialmente à medida que se aproxima dos 30 anos.
Em resumo: ficar solteiro pode ser uma escolha consciente, mas os dados mostram que, para muitos, a longa espera por um relacionamento pode ter impactos reais na saúde emocional.
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