Trump lança “Conselho da Paz” em Davos e propõe nova estrutura para atuar em Gaza
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou oficialmente nesta quinta-feira, 21, durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, o chamado “Conselho da Paz”, órgão criado pelos EUA com o objetivo declarado de atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza. Segundo Trump, a estrutura poderá, no futuro, ser estendida a outros conflitos internacionais.
Durante o anúncio, o presidente afirmou que o conselho tem potencial para se tornar “um dos órgãos mundiais mais importantes já criados” e disse que diversos países demonstraram interesse em participar. De acordo com a proposta apresentada, Trump terá mandato vitalício como presidente do grupo e poderes amplos de coordenação. Países que desejarem um assento permanente no conselho deverão pagar US$ 1 bilhão.
A iniciativa, no entanto, gerou preocupação na comunidade internacional, especialmente entre diplomatas e especialistas em relações internacionais, que veem o novo órgão como uma possível tentativa de esvaziar o papel do Conselho de Segurança da ONU. Ainda não está claro como o Conselho da Paz se articularia com organismos multilaterais já existentes.
Líderes de diversos países foram convidados a integrar o grupo. Entre eles está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, até o momento, não respondeu oficialmente ao convite.
No início de seu discurso em Davos, Trump voltou a comentar conflitos internacionais e afirmou que seu governo teria encerrado oito guerras, além de indicar avanços nas negociações para o fim da guerra entre Ucrânia e Rússia. Segundo ele, sua equipe deverá se reunir com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e há expectativa de “muito progresso” nas conversas.
A declaração, contudo, é contestada por especialistas, que questionam tanto o número de conflitos encerrados quanto o real impacto das ações diplomáticas citadas pelo presidente norte-americano.
Quem faz parte do conselho executivo fundador?
A Casa Branca anunciou sete membros fundadores do conselho executivo:
- Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA
- Tony Blair, ex-primeiro-ministro do Reino Unido
- Steve Witkoff, enviado especial dos EUA para Gaza
- Jared Kushner, genro de Trump
- Ajay Banga, presidente do Banco Mundial
- Marc Rowan, financista americano
- Robert Gabriel, assessor do Conselho de Segurança Nacional dos EUA
As funções específicas de cada integrante ainda não foram detalhadas.
Quais países já confirmaram participação?
Segundo a Casa Branca, 25 países já aceitaram o convite para integrar o Conselho da Paz. Entre eles estão:
- Israel
- Argentina
- Arábia Saudita
- Emirados Árabes Unidos
- Bahrein
- Jordânia
- Catar
- Egito
- Turquia
- Hungria
- Marrocos
- Paquistão
- Indonésia
- Kosovo
- Uzbequistão
- Cazaquistão
- Paraguai
- Vietnã
- Armênia
- Azerbaijão
- Belarus
Trump afirmou que a Rússia aceitou o convite, mas Moscou informou que ainda avalia a proposta.
Quem mais foi convidado?
Convites foram enviados a cerca de 60 países. Alguns ainda analisam se irão participar. Entre eles estão:
- Brasil
- China
- França
- Alemanha
- Reino Unido
- Canadá
- Japão
- Ucrânia
- Vaticano
Noruega, Suécia e Itália já informaram que não irão participar do conselho.
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