As próximas agendas do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), apontam o caminho de transformação da infraestrutura e logística do Estado no seu último ano de mandato. Entre as entregas e discussões estão a concessão da Rota da Celulose, a inauguração do primeiro trecho ferroviário privado para escoamento de produção e o investimento nas hidrovias do Estado. A assinatura do contrato de concessão da Rota da Celulose com a Concessionária Caminhos da Celulose, liderada pelo fundo XP Vista Asset Management, está prevista para o dia 27 de janeiro. Uma semana depois, no dia 2 de fevereiro, deverá acontecer o lançamento da obra. O evento deve contar com a presença da concessionária e da XP, empresa que lidera o grupo. O objetivo, segundo Riedel, é dar transparência para o empreendimento. "Para eles falarem para a sociedade, e eu não abro mão disso, dizer qual o plano deles dos 100 dias e qual o cronograma", disse o governador em entrevista ao Tribuna Livre, da Rádio Capital 95, na manhã desta sexta-feira (23). A concessão abrange as rodovias federais BR-262 e BR-267 e as estaduais MS-040, MS-338 e MS-395, que formam o corredor logístico utilizado para o escoamento da produção de celulose. A concessão terá duração de 30 anos para gestão de 870 quilômetros de rodovias em Mato Grosso do Sul, com investimentos de R$ 6,9 bilhões — sendo R$ 3,2 bilhões correspondentes a custos operacionais. O projeto prevê praças de pedágio em cidades estratégicas, como Três Lagoas, Campo Grande, Água Clara, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Bataguassu, Nova Andradina e Nova Alvorada do Sul. As obras incluem 146 quilômetros de duplicações, 457 quilômetros de acostamentos, 245 quilômetros de terceiras faixas, 12 quilômetros de marginais e 38 quilômetros de contornos urbanos. Também estão previstos 62 dispositivos em nível, 4 em desnível, 25 acessos, 22 passagens de fauna, 20 alargamentos de pontes e 3.780 m² em obras de arte especiais. Após as intervenções, toda a malha contará com acostamentos. A programação do governador segue com um encontro com o presidente global da Bracell no Rio de Janeiro na próxima semana. Na pauta da discussão estão a nova fábrica de celulose e os investimentos na infraestrutura. "Mato Grosso do Sul tem dois mississipes, o Paraguai e o Paraná. O Paraguai está operacional, vai para concessão este ano e a gente vai ter pleno funcionamento do potencial daquela hidrovia. A Bracell já está discutindo o porto no Rio Paraná para subir a Pederneiras e fazer não só o transporte de madeira, mas de celulose a partir de Bataguassu", afirmou Riedel. Já no dia 5 de fevereiro, Riedel acompanhará a cerimônia de lançamento da pedra fundamental da Ferrovia do Projeto Sucuriú, em Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul. O ramal ferroviário atenderá com exclusividade à unidade industrial da Arauco, que representa a entrada da companhia chilena no segmento de celulose no Brasil. O projeto prevê investimento de US$ 4,6 bilhões na construção de uma planta com capacidade produtiva de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta por ano. Trata-se da primeira “shortline” ferroviária a ser implantada após o Novo Marco Regulatório das Ferrovias, instituído em dezembro de 2021. Por meio do novo trecho, 100% da produção da fábrica será transportada até o pátio da RMN (Rumo Malha Norte), de onde os trens seguirão diretamente para o Porto de Santos (SP), para exportação aos mercados internacionais. A previsão é de que as obras do ramal sejam concluídas no segundo semestre de 2027. "Daqui a cinco anos nós vamos olhar e pensar o que aconteceu com rodovia duplicada, ferrovia funcionando, hidrovia funcionando", finalizou Riedel. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .