A economia do nada
Há muitos nadas sendo vendidos, há muito tempo, por muito mais do que isso. E sem tanto espanto. Uma sempre citada bolsa, por exemplo, pode valer uns milhões de reais. Seus fabricantes alegam que o custo se deve ao demorado e meticuloso processo de produção. Mas analistas justificam o valor com uma retórica mais bonita: "[Não se] vende uma bolsa. [O que se] vende [é] a história, o relacionamento, o "savoir-faire", o tempo, a raridade, (...) um símbolo, não um produto. [Vende-se] a relação com o tempo".
Traduzindo: um vácuo cheio de energia, ar e espírito, como o de Garau -só que com uma sacola de couro de brinde. Leia mais (01/25/2026 - 22h00)