Lissauer, que disse que PL não pode apoiar quem “nunca esteve com a direita”, era do Partido Socialista
Uma declaração do ex-presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Lissauer Vieira, a um veículo de imprensa goiano nesta segunda-feira, 9, causou, no mínimo, estranheza em quem acompanha sua trajetória política.
O ex-deputado estadual, hoje filiado ao PL, se posicionou contra a aliança do partido com Daniel Vilela e disse que a sigla bolsonarista “não pode entregar esse legado de mão beijada a quem nunca caminhou com Bolsonaro e nunca esteve do lado da direita”.
Acontece que, se levar em conta a caminhada partidária do próprio Lissauer, sua história está ligada muito mais à esquerda do que à direita.
O ex-deputado já foi filiado ao PSD, partido de centro, por onde elegeu-se deputado estadual nos idos 2014. Em 2015, Lissauer migrou para a Rede, partido de esquerda que tem como figura mais destacada a atual ministro do Meio Ambiente de Lula, Marina Silva.
Lissauer permaneceu na Rede até março de 2016, quando se filiou a outro partido com a vertente de esquerda ainda mais forte, o Partido Socialista Brasileiro (PSB). O político, inclusive, se candidatou a prefeito de Rio Verde por essa sigla, tendo o deputado pessebista Karlos Cabral como vice na chapa.
Em 2022, Lissauer Vieira voltou para o PSD. E no ano seguinte, finalmente, vestiu a camisa bolsonarista e foi para o PL.
Faz-se a reflexão: se aquele que não brada aos quatro ventos ser bolsonarista “nunca esteve do lado da direita”, mesmo sem jamais ter militado pela esquerda – como é o caso de Daniel Vilela -, quem já foi filiado a um partido esquerdista, como Lissauer Vieira, é comunista revolucionário? (T.P.)
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