“PT não pode virar um grande PSOL”, diz Quaquá ao defender alianças com o centrão em 2026
O vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, fez críticas à condução interna da legenda e alertou para o risco de o partido se distanciar de suas bases populares. Em entrevista ao programa Ponto de Vista, da revista VEJA, ele afirmou que há setores tentando moldar o PT nos moldes do PSOL.
“Respeito o PSOL, é um partido respeitável, mas tem gente querendo transformar o PT num grande PSOL, um partido de classe média. Daqui a pouco vão pedir carteirinha da USP para se filiar ao PT”, ironizou.
Para Quaquá, o PT deve preservar sua identidade original. “Eu sou a favor de um partido de periferia, de favela, do povo, que tem uma visão plural do mundo”, disse.
O dirigente também criticou o ambiente de “autofagia interna” na legenda, afirmando que as discussões eleitorais têm sido conduzidas de forma equivocada.
Ele defendeu a necessidade de um projeto político de longo prazo e destacou o papel do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. “O projeto de longo prazo passa pelo ministro Haddad. É fundamental a figura dele coordenando um programa de governo e um projeto para 30 anos”, apontou.
Sobre as articulações para 2026, Quaquá defendeu a ampliação das alianças em direção ao centro político, citando MDB e PSD como potenciais parceiros estratégicos.
Apesar de elogiar o atual vice-presidente Geraldo Alckmin, “um vice extraordinário, leal”, não descartou mudanças na composição da chapa. “A única vaga que não pode ser negociada é a do Lula. Todas as outras podem”, afirmou.
Segundo ele, a construção dessa frente política deve estar ancorada em um projeto nacional de desenvolvimento. “Não é só atrair partidos. É consolidar uma aliança ao centro com o Congresso tendo um projeto de desenvolvimento brasileiro como eixo”, afirmou.
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