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Um ano de gestão: prefeituras das maiores economias goianas retomam fôlego financeiro

A divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios de Goiás revela não apenas a força econômica das principais cidades do estado, mas também os desafios administrativos enfrentados pelas gestões que assumiram as prefeituras em janeiro de 2025.

Em comum, os prefeitos das maiores economias goianas iniciaram o mandato em cenários financeiros distintos: enquanto alguns herdaram dívidas elevadas e déficits orçamentários, outros encontraram contas equilibradas e focaram na manutenção da estabilidade e na ampliação dos investimentos.

Após o primeiro ano de governo, o quadro fiscal desses municípios apresenta sinais de reorganização. Em cidades como Goiânia e Jataí, as administrações adotaram medidas de ajustes, renegociação de dívidas e controle de despesas, conseguindo encerrar 2025 com superávit e contas em dia. Já em Aparecida de Goiânia, o esforço foi concentrado na redução de passivos acumulados e na recuperação da capacidade de investimento, enquanto Catalão e Senador Canedo mantiveram o equilíbrio financeiro e avançaram com projetos estruturantes em diversas áreas.

Soja puxa o crescimento econômico de Goiás | Foto: Reprodução

Com as finanças sob controle ou em processo de reequilíbrio, as gestões municipais voltam o olhar para os próximos anos com foco em obras de infraestrutura, ampliação de serviços públicos e geração de emprego e renda. A existência de superávit em parte das cidades e a retomada da capacidade de investimento indicam um cenário de transição: de administrações que começaram o mandato lidando com dívidas e limitações orçamentárias para governos que, agora, planejam executar projetos estruturantes e consolidar o crescimento econômico nos principais polos do estado.

Seis municípios de Goiás concentram quase metade do PIB estadual

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes ao PIB dos Municípios 2023, seis cidades concentram as maiores economias de Goiás, com destaque para a capital e polos regionais estratégicos.

A liderança permanece com Goiânia, que alcançou PIB de R$ 75,8 bilhões em 2023, respondendo por 22,5% de toda a riqueza produzida no estado.

O resultado representa avanço em relação a 2022 e reforça o peso da capital na economia goiana, além de garantir presença entre os maiores PIBs do país.

Na segunda posição aparece Rio Verde, com R$ 22,3 bilhões e participação de 6,6% no PIB estadual. O município se consolida como um dos principais polos do agronegócio brasileiro. Em seguida vem Aparecida de Goiânia, que somou R$ 20,8 bilhões, equivalente a 6,2% do total goiano, mantendo forte dinamismo industrial e comercial.

Na quarta colocação está Anápolis, com PIB de R$ 20,4 bilhões e participação de 6,1% no estado. O município é referência logística e industrial, impulsionado pelo Distrito Agroindustrial (Daia) e pela posição estratégica no Centro-Oeste.

Fechando o grupo das seis maiores economias do estado estão Catalão, com R$ 10,3 bilhões (3,1%), e Jataí, que registrou R$ 10,0 bilhões (3,0%). Ambos se destacam pela força da indústria e da agropecuária no interior goiano.

Além das seis primeiras colocadas, merece destaque Senador Canedo, que ocupa a 10ª posição no ranking estadual, com PIB de R$ 5,5 bilhões e participação de 1,6% na economia goiana

Integrante da Região Metropolitana de Goiânia, o município tem papel relevante na dinâmica econômica da capital, especialmente nos segmentos industrial e logístico.

Os números evidenciam a concentração da atividade econômica em poucos municípios e reforçam a importância da Região Metropolitana de Goiânia e dos polos agroindustriais do interior para o desempenho do Produto Interno Bruto de Goiás.

Cargill Bioenergia em Goiás | Foto: reprodução/Cargill

Com base nos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a reportagem ouviu secretários de cinco dos seis municípios mais bem posicionados no ranking, além do 10º colocado, Senador Canedo, por integrar a Região Metropolitana. A equipe também tentou contato, por diversas vezes, com secretários e prefeitos de Anápolis (quarto colocado) e Rio Verde (segundo no ranking), mas não obteve retorno.

Mabel herdou passivo bilionário ao assumir a prefeitura

O secretário da fazenda de Goiânia, Valdivino de Oliveira, afirmou que a atual gestão encontrou um cenário financeiro crítico ao assumir a Prefeitura no ano passado. Segundo ele, o prefeito Sandro Mabel (UB) recebeu o município com um passivo elevado e déficit orçamentário.

“Assumimos a prefeitura com um passivo descoberto muito grande. Havia dívidas que montavam cerca de R$ 5 bilhões. Embora a contabilidade registrasse aproximadamente R$ 400 milhões e pouco mais de R$ 1 bilhão na dívida consolidada, o peso maior era de dívidas não contabilizadas, aquelas que não foram registradas”, declarou Valdivino.

De acordo com o secretário, essa divergência gerou embates com o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). “O Tribunal dizia que não estávamos em calamidade porque os números oficiais eram bons. Só que o nosso grande problema era a dívida que não estava na contabilidade e, portanto, não era de conhecimento do Tribunal”, afirmou.

Secretário da Fazenda, Valdivino de Oliveira | Foto: Guilherme Alves / Jornal Opção

Déficit de 2024 e mudança de cenário

Além do passivo, a Prefeitura teria encerrado 2024 com déficit superior a R$ 400 milhões. “Tivemos que transformar a Prefeitura de uma situação de déficit para uma situação de superávit. Hoje a situação é completamente diferente. Já temos superávit financeiro e orçamentário. Fizemos uma reviravolta nesses números”, ressaltou.

Segundo Valdivino, a mudança de cenário foi possível após o decreto de calamidade financeira e na saúde. “Foi fundamental decretar estado de calamidade nas finanças e na saúde. Isso permitiu renegociar contratos, pedir descontos em dívidas anteriores e exigir que os secretários reduzissem gastos ao mínimo possível. Reduzimos despesas e otimizamos receitas”, explicou.

Investimentos mantidos em áreas sociais

Mesmo diante do ajuste fiscal, o secretário afirmou que os investimentos em áreas sociais foram mantidos e ampliados. “Aplicamos quase 26% em educação e quase 22% em saúde, percentuais acima dos mínimos constitucionais. No fim do exercício, concedemos um 14º salário aos professores e funcionários, além de recursos para pequenos reparos nas escolas”, disse.

Os dados oficiais indicam que 2025 foi encerrado com superávit de R$ 583.178.807,82 e investimentos na cidade que somaram R$ 500.265.426,69. No período, foram aplicados 25,83% dos recursos em educação e 21,55% em saúde — acima dos mínimos exigidos pela Constituição, de 25% e 15%, respectivamente.

Meta de superávit e obras estruturantes

Para os próximos anos, a meta da gestão é ampliar o saldo positivo. “Hoje trabalhamos com superávit. A intenção do prefeito é alcançar pelo menos R$ 3 bilhões de superávit nos quatro primeiros anos de governo e, com isso, realizar as obras que a cidade precisa”, afirmou.

Prefeito Sandro Mabel | Foto: Guilherme Alves/ Jornal Opção

Entre as prioridades estão intervenções em drenagem urbana para conter enchentes, melhorias nas marginais Botafogo e Cascavel, além da construção de escolas e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). “Tão logo o período chuvoso passe, o prefeito deverá intensificar a execução dessas obras”, concluiu o secretário.

Finanças sob pressão no início da gestão em Aparecida de Goiânia

O secretário da Fazenda de Aparecida de Goiânia, Carlos Eduardo de Paula Rodrigues, fez um balanço sobre as condições financeiras encontradas pela gestão municipal em janeiro de 2025 e detalhou os desafios enfrentados ao longo do primeiro ano de governo.

Para ilustrar a situação herdada, o secretário utilizou uma analogia. “Eu cheguei na beira do córrego, fui pegar minha canoa para pescar. Ela estava com a popa afundada dentro d’água, cheia de barro. Tiramos ela para fora, lavamos, limpamos, tampamos o buraco, ela voltou a flutuar. Agora estamos remando para atravessar o rio, porque o pesqueiro está do outro lado.”

carlos eduardo de paula rodrigues, secretário da Fazenda de Aparecida de Goiânia | Foto: Rodrigo Estrela Secom Aparecida

Segundo ele, essa metáfora representa o momento atual da administração. “Conseguimos, de uma forma muito difícil, equilibrar as finanças do município. Estamos preparando um novo salto de gestão em 2026 para coroar êxitos nos anos mais duros e concluir o projeto de governo do prefeito.”

Dívida milionária e medidas de ajuste

De acordo com o secretário, o município acumulava cerca de R$ 474 milhões em restos a pagar, inscritos e não inscritos.

“Nós tínhamos restos a pagar em torno de R$ 474 milhões. Conseguimos equacionar parte significativa desse valor. Uma grande parte foi paga, outra foi renegociada, houve redução de valores, glosas, suspensão de contratos.”

Apesar do avanço, ele admite que ainda há débitos expressivos referentes a 2024, estimados entre R$ 160 milhões e R$ 170 milhões.

Entre as principais medidas adotadas no primeiro ano estão o corte de despesas com pessoal, revisão de centenas de contratos — com redução de valores e quantitativos — e um amplo processo de reavaliação dos gastos públicos.

“Não foi uma medida isolada, foram centenas de medidas em diversas áreas. O equilíbrio entre receita e despesa foi fundamental.”

Equilíbrio fiscal como prioridade

Questionado sobre as medidas mais duras adotadas, Carlos Eduardo afirmou que não houve uma única ação específica, mas um conjunto de decisões estruturantes.

“Não tem uma medida mais dura ou menos dura pontual. É essa gama de soluções que foi necessária para reorganizar as finanças.”

Para 2026 e os próximos anos de gestão, o secretário destacou que a administração não trabalha com “pacotes” ou ações pontuais, mas com planejamento contínuo.

“Essa ideia de que a gestão se move por pacotes ou por pirotecnia é um equívoco. Uma gestão só se consolida com medidas contínuas de responsabilidade fiscal.”

Ele defendeu que o equilíbrio fiscal é condição essencial para atender às demandas da população.

“Não adianta a coletividade desejar algo que não consegue suportar no seu custo. O equilíbrio fiscal é mais importante do que qualquer tipo de pirotecnia.”

Saúde, educação e infraestrutura no foco

Apesar de reforçar que não há prioridade isolada, o secretário afirmou que existem diversos projetos em andamento nas principais áreas da administração.

Na educação, ele citou ações voltadas ao ensino infantil. Na saúde, destacou a ampliação dos atendimentos e o fortalecimento da atenção básica.

“As unidades de base são a essência do funcionamento do sistema. Muitas vezes a pessoa procura uma UPA por uma dor simples, quando poderia resolver na UBS.”

Na infraestrutura, mencionou a pavimentação de bairros, operações tapa-buraco e recuperação de vias. Também citou demandas nas áreas de segurança, esporte e cultura.

“Cada setor tem suas demandas. Dizer que a prioridade é só educação ou só asfalto é um equívoco. A gestão precisa ser consolidada em todas as frentes.”

Leandro Vilela destaca resultados no primeiro ano à frente de Aparecida de Goiânia

O primeiro ano da gestão do prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela (MDB), foi marcado por ações voltadas à reorganização financeira e à execução de obras estruturantes. Ao assumir o município com uma dívida superior a R$ 500 milhões, a administração priorizou o equilíbrio das contas e conseguiu quitar mais de R$ 300 milhões do passivo, além de regularizar salários atrasados. “Quando assumimos a Prefeitura, em 1º de janeiro deste ano, a cidade estava num puro estado de abandono, tomada por buraco, mato, lixo, iluminação pública precária, internet cortada e faltando insumos nas unidades de saúde”, afirmou o prefeito.

Com a recuperação da credibilidade financeira, a Prefeitura avançou em obras de mobilidade urbana, especialmente nos eixos viários Leste-Oeste, além de concluir a modernização da iluminação pública com tecnologia LED em toda a cidade. Também foram recolhidas 100 mil toneladas de entulho e recuperados mais de 200 quilômetros de pavimentação, em parceria com o Governo de Goiás. “Não tem essa de lançar obras, de fazer discursos vazios. Nós trabalhamos é para garantir a entrega das obras e dos serviços dentro do prazo e com qualidade, respeitando o dinheiro público”, destacou Vilela.

Na área social, a gestão apresentou resultados em saúde, educação, assistência e habitação. O Hospital Municipal realizou mais de 28 mil cirurgias eletivas entre janeiro e outubro, enquanto a rede de ensino teve 60 unidades climatizadas e quase R$ 40 milhões investidos em reformas. Também foram implantadas unidades do Restaurante do Bem, iniciada a construção de moradias a custo zero e criado o Centro de Castração PATA, que já realizou 2,5 mil procedimentos em menos de um ano.

Entrevista Leandro Vilela. Foto : Guilherme Alves/ Jornal Opção

Na segurança pública, a administração municipal registrou redução de 50% nos homicídios, resultado de ações integradas com as forças de segurança do Estado. “Nós integramos todas as forças de segurança nesse trabalho com o Governo de Goiás, com a Secretaria de Segurança Pública, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e tivemos redução dos índices de criminalidade em 50%, praticamente, em todos eles”. Ao fazer um balanço do primeiro ano, o prefeito destacou os desafios enfrentados e projetou novos investimentos. “Eu espero que, superadas muitas dificuldades que tivemos este ano, um ano de muitos desafios, nós teremos a oportunidade de trazer bons investimentos para a melhoria da qualidade de vida da nossa população”.

Secretário diz que Catalão mantém equilíbrio fiscal e prepara novas obras

O secretário de Finanças de Catalão, Jamil Torquato, afirmou que a gestão de Velomar Rios (MDB) encontrou as contas do município equilibradas no início de 2025 e conseguiu manter a estabilidade financeira ao longo do primeiro ano do governo. Segundo ele, o cenário permitiu a continuidade das obras e a implementação de novos projetos, apesar de pressões como o pagamento de precatórios e a queda de algumas receitas.

Jamil Torquato Pereira, secretário de finanças de Catalão | Foto: Guilherme Alves/Jornal Opção

Planejamento como base da administração

De acordo com o secretário, a cidade, considerada hoje a quinta economia de Goiás, exige planejamento rigoroso para garantir o funcionamento da máquina pública e os investimentos. “Cidade igual Catalão, se não tiver planejamento, um sistema financeiro alinhado com o orçamento, a gente não consegue fazer mágica com os recursos. Todo recurso que chega para o município é pouco diante das demandas”, afirmou.

Arrecadação mensal e destinação dos recursos

Torquato explicou que a arrecadação mensal gira em torno de R$ 70 milhões e que, desse total, cerca de R$ 22 milhões são destinados imediatamente à folha de pagamento. O restante é distribuído conforme as rubricas previstas no orçamento, com provisões mensais para despesas como o 13º salário, repasses à Câmara e contratos fixos, como a coleta de lixo. “Não sobra dinheiro. O que existe é planejamento. Cada receita que entra já é direcionada para sua finalidade. Isso garante que, no fim do ano, todas as obrigações estejam pagas e em dia”, disse.

Gestão sem crise fiscal

Segundo o secretário, a gestão atual assumiu o município sem crise fiscal, o que facilitou a continuidade das políticas. “Não havia caos financeiro. As contas estavam equilibradas e nós apenas aumentamos o rigor no planejamento para ampliar o poder de investimento”, afirmou.

Ele destacou que, no primeiro ano de governo, nenhuma obra foi paralisada e novos projetos foram iniciados. No entanto, a administração teve de lidar com despesas inesperadas, como o pagamento de precatórios que somaram cerca de R$ 7 milhões.

“O que apertou a gestão foi o pagamento desses precatórios, que vêm se arrastando de governos anteriores. Quando você tira R$ 7 milhões do caixa, isso pesa no planejamento”, explicou.

Parque Industrial de Catalão | Foto: Agência K+

Queda de receitas correntes

Outro fator que impactou as finanças municipais, segundo Torquato, foi a queda de receitas correntes. Ele citou a redução do índice do ICMS e a diminuição da arrecadação de imposto de renda após a ampliação da faixa de isenção pelo governo federal.

“Nós perdemos cerca de R$ 1,5 milhão por mês com a mudança no imposto de renda. É uma receita corrente, que poderia ser usada para pagar fornecedores. Tivemos que replanejar o cronograma financeiro”, afirmou.

Folha em dia e equilíbrio mantido

Apesar das perdas, o secretário garante que a situação fiscal do município permanece estável. “O município está saudável. A folha está abaixo do limite legal, os salários são pagos em dia e não devemos a nenhum servidor”, disse. Ele citou como exemplo o pagamento de três folhas em cerca de 40 dias no fim de 2025, incluindo o 13º salário.

Investimentos acima do mínimo em áreas sociais

Na área social, o secretário destacou que os investimentos estão acima dos mínimos constitucionais. “Na saúde, o mínimo é 15% e estamos aplicando 34%. Na educação, o mínimo é 25% e estamos com 27%”, afirmou. Segundo ele, a prioridade da gestão tem sido o atendimento à população nessas áreas.

Pacote de obras estruturantes

Para os próximos anos, a Prefeitura prepara um pacote de obras estruturantes. Entre os principais projetos, está a construção de um arco viário para desviar o tráfego pesado do centro da cidade, com investimento estimado em cerca de R$ 30 milhões.

Também estão previstas obras de recapeamento em todos os bairros, conclusão do sistema de esgotamento sanitário e a pavimentação de estrada que liga o município às mineradoras da região.

Mina de nióbio, em Catalão | Foto: Guilherme Alves/Jornal Opção


Na saúde, a principal novidade será a implantação do Hospital Regional, que será administrado pela Universidade Federal de Catalão (UFCat), por meio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A Prefeitura deverá investir cerca de R$ 7 milhões na etapa final de mobilização e aquisição de equipamentos.

“A saúde é o carro-chefe do governo. O prefeito tem uma ligação forte com a área e quer manter esse diferencial de investimento acima da média”, afirmou Torquato.

Segundo o secretário, com planejamento e busca de recursos externos, o município deve manter o equilíbrio fiscal e ampliar os investimentos até o fim da atual gestão. “A cidade está financeiramente estável e preparada para tocar as obras e os projetos previstos para os próximos anos.”

Secretário da Fazenda de Jataí faz balanço e projeta investimentos até 2028

O secretário municipal da Fazenda de Jataí, João Geraldo, avaliou a situação financeira do município ao início da gestão do prefeito Geneilton (PL), em janeiro de 2025, e detalhou as principais ações adotadas para manter o equilíbrio fiscal. Segundo ele, a administração encontrou contas organizadas, mas enfrentou queda nas transferências, principalmente do ICMS, o que exigiu aumento de arrecadação própria e cortes de despesas.

Equilíbrio herdado e desafios iniciais

De acordo com o secretário, o município foi assumido com as contas em ordem, mas o primeiro ano exigiu esforço para manter a estabilidade financeira.

“Não resta a menor dúvida de que pegamos o município com um certo equilíbrio financeiro. Em vista de muitos municípios do estado de Goiás, sentimos um certo conforto em assumir com equilíbrio fiscal”, afirmou.

Ele explicou que a principal missão da equipe econômica foi dar continuidade a esse cenário, mesmo diante de dificuldades.

“O primeiro ano é sempre de muitas demandas. O município necessitava de aquisição de materiais e de uma série de providências para garantir a continuidade administrativa. Tivemos que nos dedicar bastante para manter o funcionamento dos serviços”, disse.

Queda do ICMS e reação com arrecadação própria

Segundo João Geraldo, o principal impacto financeiro em 2025 foi a redução das transferências, sobretudo do ICMS.

“Tivemos uma queda nas transferências governamentais, principalmente no ICMS e no FPM, em torno de 13%. As demais receitas praticamente não cresceram, principalmente quando se considera a inflação”, explicou.

Para compensar a perda, a Prefeitura intensificou a arrecadação própria.

“Fizemos uma campanha intensa para aumentar os tributos municipais. Conseguimos ampliar a arrecadação própria em mais de 16%, o que compensou a queda das transferências”, afirmou.

Geneilton Assis – prefeito de Jataí | Divulgação

Corte de gastos e superávit em 2025

Com a redução de receitas, a administração adotou medidas de contenção de despesas.

“As despesas crescem de forma acelerada, então tivemos que fazer cortes e controlar os gastos públicos, sempre preservando o atendimento essencial. Atuamos com muito zelo, reduzindo despesas com energia, combustível e outros custos”, disse.

Segundo o secretário, o resultado foi positivo ao final do ano.

“Terminamos 2025 sem nenhuma dívida com fornecedores ou servidores. Todas as despesas empenhadas foram pagas e fechamos o ano com superávit primário e equilíbrio fiscal”, afirmou.

A estimativa é de que o superávit tenha ficado entre 5% e 10% da receita corrente líquida, que fechou o ano em cerca de R$ 650 milhões.

Dependência do ICMS e impacto da educação

O secretário destacou que a maior parte das receitas do município ainda vem das transferências estaduais e federais.

“A maioria da receita ainda está centralizada no ICMS, depois vem o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Só depois entram as receitas próprias, como ISS e ITBI”, explicou.

Ele atribuiu a queda no índice do ICMS a resultados educacionais de anos anteriores.

“Não tivemos uma boa participação na formação do ICMS relacionado à educação, por causa de resultados de 2023 e 2024. Isso repercutiu em 2025 e ainda vai impactar 2026”, disse.

Para reverter o cenário, a gestão aumentou os investimentos no setor.

“Aplicamos quase 30% das receitas na educação em 2025 para tentar recuperar o índice e preservar o que já temos nas áreas de saúde e meio ambiente”, afirmou.

Projeções para 2026 e impacto da reforma tributária

A expectativa da Secretaria da Fazenda de Jataí é de crescimento na arrecadação em 2026.

“Fechamos 2025 com receita corrente líquida de cerca de R$ 650 milhões. A projeção para este ano é atingir entre R$ 750 milhões e R$ 780 milhões”, disse.

Apesar disso, o secretário prevê perdas com mudanças tributárias, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.

“Temos certeza de que haverá perda considerável, porque muitos servidores estavam na faixa entre R$ 4.500 e R$ 5.000. Isso deve refletir na receita a partir de 2026”, afirmou.

Investimentos e geração de empregos

Para os próximos anos, a Prefeitura prepara um pacote de investimentos em infraestrutura e serviços públicos.

“Estamos finalizando uma cartilha fiscal para apresentar à comunidade, com transparência sobre a arrecadação e os investimentos. Para 2026, temos muitos projetos em andamento”, disse.

Entre as principais ações previstas estão:

  • troca de toda a iluminação pública por LED;
  • iluminação de rodovia e novo acesso à universidade;
  • reformas em unidades de saúde e escolas;
  • continuidade dos investimentos em educação e saúde.

“Das 41 escolas do município, já reformamos 10. Há muitos prédios públicos em situação crítica, e a recuperação da estrutura é uma prioridade”, afirmou.

Safrinha de milho em Jataí | Foto: Reprodução

Industrialização e novo modelo de arrecadação

Segundo o secretário, a principal estratégia para garantir receitas no futuro é a geração de emprego e renda.

“O prefeito está investindo muito na geração de emprego, porque o ICMS será cobrado no destino. Se não aumentarmos o consumo local, vamos perder receita, principalmente em municípios com forte produção agrícola”, explicou.

Ele defendeu a industrialização da produção local de grãos. “Somos um dos maiores produtores de milho da safrinha. Não adianta produzir se tudo vai para fora e o imposto fica em outro lugar. Precisamos industrializar soja e milho aqui, com esmagadoras, biodiesel e outras empresas”, disse.

Para João Geraldo, essa será a principal pauta econômica dos próximos anos. “Gerar emprego e consumo é a única forma de manter a arrecadação. Se os municípios não se prepararem para isso, terão sérios problemas no futuro”, concluiu.

Em Senador Canedo, ajuste fiscal e parcerias garantem equilíbrio financeiro e novos projetos

De acordo com a assessoria do prefeito Fernando Pellozo (UB), o município de Senador Canedo vive uma situação diferenciada no cenário estadual. Reeleito em 2024, o gestor consolidou como principais marcas da administração os avanços nas áreas de saúde, educação, saneamento, segurança pública e zeladoria urbana.

Segundo a administração municipal, os investimentos realizados ao longo do primeiro mandato foram viabilizados a partir de um ajuste fiscal implementado em 2021. A estratégia permitiu reorganizar as contas públicas e abrir espaço para novos aportes. O trabalho conjunto com o Governo de Goiás e com parlamentares, por meio do envio de emendas, também foi apontado como fundamental para ampliar a capacidade de investimento do município.

Com as finanças equilibradas e indicadores positivos, como a nota CAPAG A, a mais alta classificação de capacidade de pagamento concedida pelo Tesouro Nacional, Senador Canedo tem conseguido manter o ritmo de obras e projetos estruturantes.

Prefeito reeleito de Senador Canedo, Fernando Pellozo | Foto: Guilherme Alves/ Jornal Opção

Crescimento acelerado impõe novos desafios

Reconhecida como uma das cidades que mais crescem no Brasil, Senador Canedo enfrenta o desafio constante de expandir a oferta de serviços públicos para acompanhar o aumento populacional. O crescimento acelerado tem gerado novas demandas em praticamente todas as áreas da administração.

Saúde recebe atenção prioritária

A saúde é um dos setores que mais concentram investimentos. Entre as entregas recentes estão a Clínica Teia, especializada no atendimento de crianças com diagnóstico do espectro autista, e o Centro de Especialidades Médicas, que ampliou a oferta de consultas e procedimentos.

Além disso, estão em fase final de construção a UBS Boa Esperança e o primeiro CAPS 24 horas do município, unidades que devem reforçar a rede de atenção básica e o atendimento em saúde mental. A gestão municipal também segue com as obras do Hospital Municipal, considerado um dos principais projetos estruturantes da atual administração.

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Economia goiana deve crescer acima da média nacional em 2026, avaliam economistas

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