Convênio – A Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso do Sul firmou convênio com o IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), instituição ligada à família do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e atualmente representada por seu filho, Francisco Schertel Ferreira Mendes. O acordo prevê a concessão de descontos a membros e servidores do Ministério Público de Mato Grosso do Sul em cursos de pós-graduação lato sensu e stricto sensu, nas modalidades presencial, híbrida e on-line. “Farra dos consignados” - Os empréstimos consignados dos servidores públicos estaduais seguem na mira do deputado estadual Júnior Mochi (MDB). O parlamentar protocolou nova indicação na Assembleia Legislativa cobrando o aprofundamento dos dados sobre o endividamento do funcionalismo. Mais detalhes – O pedido foi encaminhado ao secretário de Estado de Administração, Frederico Felini, com o objetivo de ampliar o diagnóstico já apresentado anteriormente pela pasta, que revelou alto comprometimento da renda de servidores ativos, aposentados e pensionistas. O assunto foi noticiado pelo Campo Grande News em dezembro de 2025. Pente fino – Entre os principais pontos solicitados está a relação completa das instituições financeiras credenciadas ou conveniadas com o Estado para operar empréstimos consignados, cartões de crédito consignados, cartões de benefícios e antecipação salarial. O deputado quer ainda informações detalhadas sobre as condições praticadas, como taxas médias de juros, encargos, formas de amortização, prazos máximos por modalidade e regras para renegociação, portabilidade e quitação antecipada. Também foi requisitada a identificação da empresa ou das empresas responsáveis pela gestão e controle das margens consignáveis no Estado. Busca de solução – A indicação pede ainda planilha atualizada com o valor total da dívida, quantidade de contratos ativos e número de servidores devedores, discriminando ativos, aposentados e pensionistas. Na justificativa, Mochi afirma que o objetivo é subsidiar análise técnica para construção de soluções administrativas, normativas ou de políticas públicas que ajudem a reduzir o elevado nível de endividamento, especialmente entre aposentados, sem interferir na autonomia administrativa, mas reforçando a proteção da dignidade do servidor e o equilíbrio do sistema de consignações. Reforçando a cobrança – A deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) voltou a cobrar do governo estadual a criação e instalação de uma Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude em Dourados, segunda maior cidade do Estado. O novo requerimento, encaminhado ao governador Eduardo Riedel (PP) e ao secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, reitera pedido já feito em 2024, que até o momento não foi atendido. À época, a Secretaria informou que a Delegacia-Geral da Polícia Civil tinha a intenção de criar a unidade, mas condicionou a medida à superação de questões administrativas internas. Ficou por isso – Na justificativa para o novo pedido com o mesmo tema, a parlamentar destaca que, apesar do reconhecimento formal da necessidade da delegacia, não houve definição de prazos nem implantação da estrutura. Ela aponta que novos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes registrados em Dourados reforçam a urgência da medida. Segundo Lia, a criação da unidade especializada é fundamental para garantir atendimento humanizado às vítimas, maior celeridade nas investigações e fortalecimento da rede de proteção à infância e juventude no município. Trend – Os deputados do PL, Marcos Pollon (federal) e João Henrique Catan (estadual) resolveram entrar na trend da direita que ironiza a crítica feita pela escola de samba Acadêmicos de Niterói retratando em uma das alas os conservadores como latas de alimentos em conserva. Ambos publicaram fotos de suas famílias estampadas em enlatados com dizeres como “família cristã conservada” ou “família em conserva”. Anulação – O Hospital Nosso Lar, mantido pelo Centro Espírita Discípulos de Jesus, conseguiu na Justiça a anulação de multas aplicadas pelo Ministério do Trabalho por supostas irregularidades no recolhimento de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e da multa de 40% em demissões. Segundo a entidade, as autuações poderiam impedir a emissão de certidão negativa e travar negociações com o poder público. Duplicidade – A 3ª Vara do Trabalho de Campo Grande entendeu que houve duplicidade de penalidades e que parte dos débitos já estava parcelada ou havia sido paga antes ou logo após a fiscalização. Com isso, anulou os autos de infração e a notificação de débito. A União recorreu, e o caso ainda será analisado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região.