Netanyahu diz ter “indícios” que líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morreu durante ataques
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste sábado, 28, que as forças israelenses destruíram o complexo utilizado pelo líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Segundo ele, há “indícios” de que o aiatolá “provavelmente morreu” no ataque.
A declaração foi feita em pronunciamento oficial, no qual o premiê disse que a ofensiva atingiu diretamente a estrutura ligada ao líder iraniano. Até a última atualização desta reportagem, o governo do Irã não havia confirmado a morte de Khamenei.
À ABC News, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que o líder supremo está “bem e seguro”. Já uma fonte ouvida pela Reuters declarou que Khamenei estaria fora de Teerã no momento do bombardeio.
Imagens de satélite divulgadas pela empresa europeia Airbus, por meio do sistema Pleiades Neo, mostram danos extensos no complexo e colunas de fumaça escura sobre a área atingida.
Alvos militares e apelo à população
No mesmo discurso, Netanyahu afirmou que a operação também resultou na morte de comandantes da Guarda Revolucionária do Irã e de autoridades ligadas ao programa nuclear do país.
O premiê israelense fez ainda um apelo direto à população iraniana para que se mobilize contra o regime. “Não percam a oportunidade. Esta é uma oportunidade que surge uma vez por geração”, declarou.
Em trecho pronunciado em inglês, Netanyahu afirmou que “a ajuda chegou”, em referência a uma publicação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em janeiro, Trump declarou que estava enviando “ajuda” a manifestantes que protestavam contra Khamenei.
As declarações ampliam a tensão no Oriente Médio e ocorrem em meio à escalada militar entre Israel e Irã, após uma série de ataques e contra-ataques na região.
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