Força Aérea Brasileira utiliza caças F-39 Gripen de Anápolis na defesa aérea de Brasília
A Força Aérea Brasileira (FAB) empregou os caças suecos F-39 Gripen, baseados em Anápolis, na proteção direta do espaço aéreo de Brasília. Pela primeira vez, a FAB colocou os supersônicos na defesa do céu da capital federal, em uma operação integrada ao policiamento permanente do espaço aéreo brasileiro e coordenada pelo Comando de Operações Aeroespaciais (Comae).
Instalados na Base Aérea de Anápolis (BAAN), a cerca de 160 quilômetros da Praça dos Três Poderes, os F-39 Gripen, produzidos pela fabricante sueca SAAB, passam a assumir missões estratégicas no Distrito Federal. Atualmente, 10 aeronaves estão em operação no Brasil.
O primeiro exemplar chegou em 2022 e, em novembro de 2025, com a entrega da unidade FAB 4111, a frota operacional alcançou dois dígitos.
No país, o modelo SAAB JAS-39E integra o Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), conhecido como Esquadrão Jaguar. A unidade é o cerne na proteção da região mais sensível do território nacional.
Segundo a FAB, a presença dos caças no Planalto Central aumenta de forma significativa a capacidade de defesa do Brasil. O início das operações em Brasília, afirma a instituição, consolida um novo patamar tecnológico e operacional, ao mesmo tempo em que fortalece a Base Industrial de Defesa.
Classificado como caça multimissão de última geração, o F-39 Gripen executa tarefas de defesa aérea, ataque ao solo e reconhecimento. A aeronave reúne sensores avançados, sistemas modernos, armamentos de alta precisão e menor custo operacional em comparação com gerações anteriores.
Desde o fim de 2025, o modelo já cumpriu marcos importantes no Brasil: realizou reabastecimento em voo, lançou míssil de longo alcance, efetuou o primeiro tiro aéreo com canhão em território nacional e concluiu teste de separação segura de bombas.
De acordo com o tenente-coronel Aviador Gustavo de Oliveira Pascotto, coordenador de Operações da Base Aérea de Anápolis, o serviço de alerta funciona 24 horas por dia. Sempre que o sistema detecta uma aeronave que descumpre regras de tráfego aéreo, a ordem de decolagem é imediata. Quando o alarme soa, a equipe tem poucos minutos para se equipar e colocar o caça em operação.
O emprego dos Gripen integra o Projeto F-X2, firmado em 2014, que prevê a compra de 36 aeronaves e a transferência de tecnologia entre Brasil e Suécia. Mais de 300 engenheiros brasileiros receberam treinamento no exterior, e a iniciativa já gerou centenas de empregos diretos e indiretos. A expectativa agora é a chegada de mais 26 unidades para integrarem a missão.
Leia também:
Presidente do Irã diz que morte de Khamenei é “declaração de guerra”
O post Força Aérea Brasileira utiliza caças F-39 Gripen de Anápolis na defesa aérea de Brasília apareceu primeiro em Jornal Opção.