Três novas figueiras começaram a ser preparadas para plantio na manhã desta quarta-feira (11) na Avenida Mato Grosso, em Campo Grande. As árvores foram cultivadas a partir de estacas retiradas das figueiras centenárias da Avenida Afonso Pena e carregam a mesma genética das árvores históricas que marcam a paisagem da Capital. A ação faz parte de um projeto da prefeitura para preservar a arborização simbólica da cidade. As mudas foram cultivadas por cerca de sete anos no Viveiro Municipal Flora do Cerrado até atingir o estágio considerado ideal para o plantio. As novas árvores serão colocadas em três pontos da avenida: na esquina com a Rua 13 de Maio, na esquina com a Rua Rui Barbosa e em outro ponto próximo à Rua Pedro Celestino. Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Júnior, o plantio tem valor que vai além da arborização urbana. “O trabalho é mais do que técnico, ele também é cultural. Campo Grande tem orgulho de ser considerada por vários anos a cidade árvore do Brasil. E as figueiras ainda são um orgulho a mais, porque são árvores emblemáticas que estão sobrevivendo há mais de 100 anos”, afirmou. De acordo com ele, a iniciativa busca preservar a memória e a identidade da cidade. “O que estamos fazendo é resgatar essa genética e essa cultura ao mesmo tempo, plantando árvores que são filhas das figueiras originárias. Não é só plantar três árvores, é resgatar toda uma história dessas árvores centenárias,” completou. A gerente de Arborização do município, Dayane Zanella, explica que o projeto surgiu da necessidade de substituir exemplares antigos que já não resistiram ao tempo. “As figueiras são muito importantes para a identidade do campo-grandense. Mas são organismos vivos, então algumas já morreram após laudo técnico e avaliação da equipe da secretaria. Nessas situações precisamos remover por segurança e fazer a substituição”, disse. Para manter a mesma espécie e preservar as características das árvores históricas, a prefeitura iniciou há anos a produção de novas mudas a partir das próprias figueiras centenárias. “Foi pensado em cultivar novas mudas com base na genética dessas figueiras. A gente até fala que são pequenos clones. Elas foram produzidas no viveiro municipal por cerca de sete anos, carregando a genética das árvores centenárias de Campo Grande”, explicou Dayane. Segundo a gerente, o processo começa com a retirada de estacas das árvores antigas. “É como se fosse um ramo retirado das figueiras da Afonso Pena. A partir daí começa todo um processo acompanhado pelos técnicos até que ela se desenvolva e se torne um novo indivíduo arbóreo”, detalhou. As árvores plantadas agora já passaram da fase de muda. “Hoje elas já são jovens árvores, prontas para serem plantadas e se desenvolverem de forma saudável”, afirmou. Esta não é a primeira substituição feita com esse método. Uma das novas figueiras foi plantada em setembro do ano passado e o trabalho deve continuar conforme necessário. “Infelizmente as figueiras também têm um ciclo de vida e algumas acabam morrendo. Então vamos continuar esse processo de substituição gradual sempre que necessário”, concluiu a gerente.