Organização criminosa de Goiás falsificava vistos e promovia migração forçada para os EUA
Sete integrantes de uma organização criminosa em Goiás foram acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) de forçar migração ilegal para os Estados Unidos (EUA), além de falsificar vistos de turismo. O grupo atuou entre 2017 e 2019, especialmente nas cidades de Anápolis e Goiânia. Neste mesmo mês, a Polícia Federal havia deflagrado uma operação para investigar um grupo que enviou 142 goianos ao país norte americano.
O caso revelou um esquema estruturado de aliciamento e transporte irregular de migrantes, onde mandados foram cumpridos na capital e em Hidrolândia. Desta vez, o MPF identificou oito casos consumados, seis tentativas de migração forçada e 12 falsificações de documentos públicos. Com organização estruturada, divisão de tarefas e núcleos especializados, os criminosos cobravam entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por pessoa ou grupo familiar.
Além disso, o Ministério Público identificou movimentações financeiras atípicas, como uma das contas investigadas que apresentou faturamento de R$ 5 milhões em apenas um mês. Diante das investigações, foi pedida a prisão preventiva da suposta líder do esquema, que está foragida nos Estados Unidos.
A organização vai responder pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica em documento público estrangeiro, falsificação de documento público, promoção de migração ilegal e coação no curso do processo.
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