Pela primeira vez na história, Campo Grande recebe um dos maiores nomes do rock mundial. O show do Guns N’ Roses acontece no dia 9 de abril, no Autódromo Internacional, na BR-262, e a estrutura já começou a sair do papel. Na manhã deste sábado (21), o produtor local do evento, Valter Júnior, proprietário da Santo Show, apresentou os primeiros detalhes à imprensa e deixou claro: a cidade vai viver algo histórico. “Eu acredito que daqui 100 anos as pessoas vão falar do que aconteceu aqui”, afirmou o produtor Valter Júnior. Público, estrutura e operação A expectativa é de um público de até 40 mil pessoas, número que não deve ser ultrapassado para garantir conforto. A montagem do evento exige praticamente criar uma cidade do zero. “Aqui não tem nada. A gente vai ter que investir em hidráulica, elétrica, estrutura… tudo. É um descampado”, explicou. Entre os pontos já confirmados estão a área de hidratação para o público, espaço de recepção para quem chegar antes e segurança com apoio da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Polícia Civil, Militar e Federal Chegue cedo: esse é o recado Um dos principais alertas da organização é sobre o acesso ao evento, já que o autódromo fica às margens da BR-262. Com grande fluxo esperado e logística complexa, o pedido é direto: chegar cedo será essencial para evitar transtornos. A organização também estuda venda antecipada de estacionamento e obras de melhoria no acesso ao autódromo. “Como é um show em que as pessoas chegam muito antes, a gente acredita que isso vai ajudar a diluir o impacto”, disse. 30 mil ingressos vendidos e cidade lotada Até agora, cerca de 30 mil ingressos já foram vendidos e um dado chama atenção: 70% do público vem de fora de Mato Grosso do Sul, segundo a organização do evento. Isso já começa a pressionar a rede hoteleira. “A gente já está com dificuldade porque não tem mais lugar para ficar em Campo Grande”, afirmou Valter. Impacto na economia Com milhares de visitantes chegando à cidade, o evento já movimenta diversos setores. “Vocês não têm ideia de como isso impacta. É gente usando hotel, comprando roupa, indo em restaurante. Isso é muito bom para a cidade.” Show pode durar até 3 horas Se depender do histórico da banda, o público pode se preparar para uma noite longa. A última turnê teve apresentações de cerca de 2h30, mas já há indicação de que os shows atuais podem chegar a 3 horas de duração. Bastidores, exigências e desafios Trazer um show desse porte para Campo Grande não foi simples. Segundo o produtor, a principal barreira sempre foi a falta de um estádio na cidade, algo que pesa nas negociações com grandes bandas. “Sempre a defesa das bandas é: vocês não têm estádio.” Mesmo assim, a oportunidade surgiu e foi aproveitada. “A gente perdeu a turnê passada para Cuiabá. Fiquei muito chateado. Mas quando surgiu uma brecha, a gente conseguiu.” E depois do Guns? O evento pode abrir portas para novos shows internacionais na Capital. “A gente acredita que depois desse, vamos receber muita coisa bacana. Mas precisamos mostrar que a cidade tem capacidade.” Detalhes ainda serão revelados Informações completas sobre palco, estrutura e operação final ainda serão divulgadas mais perto do evento. Enquanto isso, a cidade já entra no clima e até o cardápio local entrou na conversa. Questionado pelo LadoB se a banda vai experimentar sobá e chipa, Valter respondeu, em tom descontraído: “Vamos tentar. Isso é importante”, finalizou.