Torcedores de Operário e Bataguassu chegaram ao Estádio Jacques da Luz, em Campo Grande, na noite desta quinta-feira (2), com opiniões divididas sobre o desfecho da final do Campeonato Sul-Mato-Grossense. Antes da bola rolar, a arquibancada virou espaço de palpites, confiança e até críticas, em clima típico de decisão. Do lado do Operário, a maioria aposta na manutenção da vantagem construída no jogo de ida. O ex-vereador e servidor público estadual, Ademir Santana, de 62 anos, acredita em novo resultado positivo e vê o momento como sinal de retomada do futebol local. “Fazia tempo que a gente não via esse envolvimento. O torcedor voltou a acreditar com esse novo modelo do clube”, afirma. Para ele, o placar se repete. “Vai ser 3 a 1 de novo para o Operário”. A eletrotécnica Carina Gomes Oliveira, de 27 anos, também demonstra confiança no título e destaca a mudança recente no ambiente do clube. “Hoje eu me sinto parte de um time grande, vencedor. Mudou muita coisa e dá orgulho de torcer”, diz. Apesar do otimismo, ela critica a saída do técnico na semana da decisão. “Eu não achei justo. Ele vinha fazendo um bom trabalho e poderia ter continuado”. Entre os torcedores do Bataguassu, o discurso é de virada e confiança no desempenho fora de casa. O estudante Thiago Colman, de 23 anos, aposta na força do time em jogos decisivos. “O Bataguassu cresce muito nessas situações. A gente veio da Série B e já chegou na final. Tem tudo para ser campeão”, afirma. Ele também cita o bom momento do ataque. “O Choco está fazendo muitos gols, então a expectativa é a melhor possível”. O delegado Nilson Fonseca Martins, de 52 anos, segue a mesma linha e acredita em surpresa no placar. “O Bataguassu joga bem fora de casa e pode surpreender. A gente está confiante no título”, diz. Mesmo morando em Campo Grande, ele mantém vínculo com a cidade onde viveu por quase uma década. “É meu segundo lar, então o coração está com o Bataguassu”. Com vantagem após vencer o primeiro jogo por 3 a 1, o Operário pode até perder por um gol de diferença para ficar com o título. Já o Bataguassu precisa vencer por dois gols para levar a decisão aos pênaltis ou por três para conquistar a taça no tempo normal. Segundo estimativa do presidente da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul), Estevão Petrallás, o público esperado é de cerca de 2.000 torcedores pagantes no estádio, que possui capacidade para 3.420 pessoas. O número representa o dobro do registrado na semifinal, que contou com 1.000 torcedores. Para o confronto decisivo, o time será comandado interinamente pelo auxiliar Evandro de Lima, que deve manter a base da equipe. A escalação do Galo tem Lucas Covolan no gol, com Gabriel Biteco, Jonilson, Titi, Guilherme Teixeira e Mateus Petri na linha defensiva, Jonas, Matheus Galdezani e Robinho no meio-campo, além de Roger Modesto e Eduardo Tanque no ataque. Do outro lado, o Bataguassu aposta na força ofensiva para buscar uma virada histórica. A equipe comandada por Diego Souza conta com o retorno de Léo Colman e Daniel, que cumpriram suspensão na partida de ida, e deve repetir a base que levou o time à final. O destaque é o atacante Alex Choco, artilheiro da competição com 15 gols, a maior marca registrada no futebol brasileiro até agora em 2026.